segunda-feira, 7 de setembro de 2020

As características do conto

             “Quem conta um conto aumenta um ponto”. Já ouviu essa expressão? Os contos surgiram há muito tempo e foram popularizados de forma oral, um contando para o outro de geração em geração. É muito comum encontrarmos várias versões de um mesmo conto, justamente porque cada um conta de um jeito diferente, de acordo com sua realidade.

O conto é uma narrativa ficcional curta escrita em prosa com personagens que realizam ações em um determinado tempo e lugar. Como é uma narrativa, há, nesse gênero textual, a presença de um narrador, aquele que conta a história.

Os personagens são os agentes na história, os que praticam as ações e a partir dos quais a narrativa é desenvolvida.

O enredo é o nome dado à sequência de fatos narrados na história. No enredo, é desenvolvido o tema central do conto.

Todas as ações dos personagens, assim como o enredo, são organizadas em uma linha temporal e ocorrem em um lugar específico, determinado e descrito pelo narrador.

 

 EXERCÍCIOS

Leia o conto abaixo e responda às questões a seguir.

 

O JUMENTO 

           Era uma vez, numa fazenda muito distante da cidade, um fazendeiro que possuía um jumento que sabia falar. Esse animal era muito sabido, tudo que o dono dele pedia, ele prontamente fazia.

         Mas o pobre do animal, apesar da sua capacidade de falar e entender o que seu dono dizia, não era valorizado, alimentava-se da pior comida e dormia no relento da noite fria.

        Certa vez, o fazendeiro precisava ir à cidade, uma viagem muito longa, que demoraria dois dias para chegar. Levou consigo seu jumento para trazer as mercadorias que compraria. Durante o percurso, o fazendeiro tropeçou e caiu dentro de um buraco, mas logo conseguiu se levantar. O jumento começou a caçoar do seu dono, rindo e relinchando sem parar.

       O fazendeiro não se conteve e se revoltou com o pobre, além de batê-lo, falava muitos palavrões com o desprovido animal. Não demorou em chamar a atenção das pessoas que por ali transitavam. Um camponês que passava por perto se admirou da sabedoria do animal em compreender toda aquela situação e se encantou com o bicho. O fazendeiro, com muita raiva do jumento, foi até onde estava aquele pobre camponês e disse:

        __Você quer comprar este jumento?

        __Quero, mas só tenho dez moedas. Respondeu o homem.

        __Tá bom, você leva o jumento e eu fico com suas dez moedas! Disse o fazendeiro.

        Assim, o fazendeiro vendeu seu animal pelas míseras dez moedas de tão pouco valor que não davam para comprar nem sequer um saco de milho. Retornou para sua casa e desistiu da sua viagem.

        Dias depois, o fazendeiro estava despreocupado, deitado em sua rede feliz, pois não precisava alimentar o jumento, quando de repente chegou seu amigo, outro fazendeiro, e lhe apresentou o jornal que destacava um camponês que possuía um jumento que sabia falar, muito feliz e rico, pois o animal estava fazendo um sucesso tremendo na cidade.

          __ Minha nossa senhora, olha onde está meu jumento!!! Admirou-se o fazendeiro.

          __ Como é que é seu jumento, se você o vendeu? Ponderou seu amigo.

       O fazendeiro ficou pensativo ao descobrir que o jumento foi parar no jornal. Então, quando na rua passava, as pessoas perguntavam a razão de ter vendido seu animal, já que ele era diferente e sabia falar. Mas nem ele compreendia a burrice que havia feito.

         E assim o fazendeiro ficou sem o jumento, na pobreza, todo o resto da sua vida. Não aproveitou a sabedoria do bicho. Agora, dizem que o jumento vive comendo da melhor comida e bebendo do melhor vinho.

                                                                    De Sousa, Raylane Furtado. Disponível em: http://tudosaladeaula.blogspot.com/


01.   Explique por que o texto acima é considerado um conto.

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02.   Identifique os personagens do conto “O jumento”.

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03.   No texto há a indicação de quando ocorreram os fatos? Justifique sua resposta.

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04.   Indique o lugar onde, segundo o narrador, ocorreu a história desenvolvida.

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05.   Explique o uso de verbos no pretérito ao longo do texto.

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GABARITO

 01.   O texto é considerado um conto por ser uma narrativa curta ficcional.

 02.   Os personagens são o fazendeiro, o jumento e o homem que compra o jumento.

 03.   Não há um tempo específico, apenas marcações genéricas, como “Era uma vez” e “certa vez”

 04.   Segundo o narrador, a história ocorreu “numa fazenda muito distante da cidade”.

 05.   Os verbos estão, predominantemente, no pretérito porque o texto narra acontecimentos que ocorreram em um tempo passado com o fazendeiro.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Namorando com pronomes: os pronomes e a coesão textual

Para falarmos sobre a influência dos pronomes na coesão textual, é importante pensarmos em duas perguntas básicas: o que é pronome? O que é coesão textual?

O pronome é a classe gramatical responsável por substituir ou acompanhar um nome, geralmente um substantivo. Veja abaixo um trecho do soneto da fidelidade, de Vinícius de Moraes:

 

SONETO DE FIDELIDADE – Vinícius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

Os vocábulos “meu” e “seu” são pronomes por acompanharem os substantivos a que se referem: amor, pensamento, canto, riso, pranto, pesar e contentamento. Já o pronome “lo” substitui a palavra amor, evitando a repetição dessa palavra. Respondido o questionamento sobre o que é pronome, leia um trecho do poema “Todas as cartas de amor são ridículas, de Álvaro de Campos:

Todas as Cartas de Amor são Ridículas – Fernando Pessoa, Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Nesse poema, há várias vezes a repetição do termo “cartas de amor”. No caso apresentado, essa repetição é um recurso estilístico que dá expressividade ao texto, mas em um texto dissertativo, em uma prova de concurso, a presença excessiva de um mesmo termo deixa o texto confuso, desorganizado. A coesão textual se refere à organização, à estrutura do texto.
                Os pronomes auxiliam na coesão textual ao substituir vocábulos e, assim, evitar sua repetição nos textos. Há várias classificações de pronomes, mas três classificações específicas contribuem mais nesse processo: os pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo, os pronomes possessivos e os pronomes demonstrativos.


EXERCÍCIOS

01.   Leia os trechos de música abaixo, identifique os pronomes, seus referentes e classifique-os em pessoal do caso reto, pessoal do caso oblíquo, possessivo ou demonstrativo.

a)       Na mira – Negra Li
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
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b)      Não precisa mudar – Ivete Sangalo
Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos
Seu ciúme, suas caras
Pra que mudá-las?
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c)       Meu abrigo – Melim

Você é a razão da minha felicidade
Não vá dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor, por favor, vem viver comigo
No seu colo é o meu abrigo
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d)      Que Sorte a Nossa - Matheus e Kauan
Tantos sorrisos por aí, você querendo o meu
Tantos olhares me olhando e eu querendo o seu
Eu não duvido não, que não foi por acaso
Se o amor bateu na nossa porta, que sorte a nossa
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e)      Você é Linda- Caetano Veloso

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
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f) Eu Sei Que Vou Te Amar – Tom Jobim

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou
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g)       Amor I love You – Marisa Monte
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
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Assista ao vídeo com a minha aula com esse tema! 
https://www.facebook.com/semednilopolis/videos/750483462158591/

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Os modos verbais em campanhas publicitárias + Exercícios (BNCC)

OS MODOS VERBAIS


Para conhecer os modos verbais, leia a mensagem abaixo seguindo as orientações:


Em meio a um momento de incertezas, o texto acima nos incentiva a ver de forma diferente tudo o que está acontecendo ao nosso redor, valorizando a esperança de dias melhores e incentivando o otimismo.
Quando lemos a mensagem, vemos a presença de verbos que vão trazendo afirmações positivas ou negativas dependendo da ordem em que fazemos a leitura: “é insuperável”, “é um absurdo”, “vamos sair disso”, “temos que nos render”, “se engana”, “valerá a pena”. Todos esses verbos trazem a ideia de certeza, de realidade, desempenhando um papel essencial na construção do texto. O modo verbal responsável por essa construção é o indicativo.
Outro modo verbal importante na construção do texto é o imperativo: “Leia nos dois sentidos”. É graças a essa instrução que chegamos às duas mensagens propostas e refletimos sobre a importância de ver o lado positivo dos acontecimentos. O modo imperativo expressa ordem, pedido, conselho, instruções e, sorte a nossa, ter seguido a ordem que nos foi dada!
Além do indicativo e do imperativo, há o modo subjuntivo. Este indica dúvida, incerteza, desejo. Exemplo: Talvez tudo mude se mudarmos a forma de olhar as coisas. O “talvez” também auxilia na ideia de dúvida. Mas, apesar das incertezas do subjuntivo, nos manteremos sempre otimistas!


EXERCÍCIOS

Leia mais uma campanha em favor da positividade e responda às questões abaixo. 

               

01.   Na campanha acima, o verbo abraçar assume dois sentidos que se complementam. Identifique-os.
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02.   Considerando a mensagem expressa na campanha, explique a expressão “abraçar o planeta inteiro”.
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03.   Identifique o modo verbal predominantemente utilizado no texto e exemplifique-o.
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04.   Embora seja comum o uso do modo imperativo em campanhas publicitárias, este não é apresentado no texto. Ainda assim, é possível perceber um conselho sendo dado à população.
Reescreva a oração “Eu abraço bons pensamentos, esperança, ideias de paz e vibrações de amor” fazendo uso do modo imperativo.
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05.   A hashtag #prevencaosefazemgrupo também é um elemento de extrema importância no texto. Explicite essa importância.
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                                                             GABARITO

01.   Abraçar representa tanto um gesto físico de carinho (como expresso na imagem) quanto a ação de acolher a campanha e fazer parte dela.

02.   Ao usar a expressão “abraçar o planeta inteiro”, a campanha intensifica sua importância, indicando que os bons pensamentos, a esperança, as ideias de paz e vibrações de amor tem influência e pode mudar o convívio de todos os que estão vivenciando o período de isolamento social.

03.   No texto, é utilizado, predominantemente, o modo indicativo. Exemplos: “abraço”, “amo”, “precisa”.

04.   Abrace bons pensamentos, esperança, ideias de paz e vibrações de amor.

05.   A hashtag #prevencaosefazemgrupo é uma forma de incentivar a participação de todos na campanha, pois é um modo de divulgá-la e de reforçar a importância da unidade nas ações.




HABILIDADES DESENVOLVIDAS

EF06LP05
Identificar os efeitos de sentido dos modos verbais, considerando o gênero textual e a intenção comunicativa.

EF06LP04
Analisar a função e as flexões (...) e de verbos nos modos Indicativo, Subjuntivo e Imperativo (afirmativo e negativo).

domingo, 31 de maio de 2020

As pessoas do discurso e a conjugação verbal + Exercícios (BNCC)

Em todo processo comunicativo, é possível identificar três elementos que influenciam diretamente a conjugação verbal:
 
                                              Disponível em: http://www.jackbran.pro.br/gramatica/pronome_introducao.htm


A 1ª pessoa se refere àquele que vai transmitir a mensagem (emissor). É representado pelos pronomes “eu e “nós”. A conjugação verbal é realizada a partir desses pronomes, mas, na linguagem informal, é comum utilizarmos o “a gente” para representar a coletividade indicada pelo pronome “nós”.
O destinatário da mensagem, também chamado de receptor, é associado a pronomes de 2ª pessoa: “tu” e “vós”. Na fala, é comum fazermos o uso de “você”, “vocês” ou de tratamentos formais, como “senhor” ou “senhora” para nos dirigirmos à pessoa com quem falamos, mas a conjugação verbal segue aos pronomes indicados pela gramática tradicionalmente (tu e vós).
A 3ª pessoa se refere ao assunto/tema da mensagem que o emissor pretende transmitir ou à pessoa sobre quem se fala. É representada pelos pronomes “ele/ela” e “eles/elas”.
                Veja, na tabela abaixo, a conjugação dos verbos falar, comer e partir no presente do indicativo:


Pessoas 
do discurso

Conjugação verbal


FALAR
COMER
PARTIR
EU
FALO
COMO
PARTO
TU
FALAS
COMES
PARTES
ELE/ELA
FALA
COME
PARTE
NÓS
FALAMOS
COMEMOS
PARTIMOS
VÓS
FALAIS
COMEIS
PARTIS
ELES/ELAS  
FALAM
COMEM
PARTEM

Na tabela, percebemos que os verbos falar, comer e partir tem sua terminação alterada de acordo com a pessoa do discurso a que se refere. Isso ocorre com todos os verbos, independente de seu tempo ou modo.

 EXERCÍCIOS

  Leia a tirinha abaixo e responda às questões abaixo.


01.   O humor da tira está construído a partir de uma situação inesperada. Explicite-a.
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02.   Identifique, no primeiro quadrinho, as pessoas do discurso (emissor, receptor e referente).
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03.   No primeiro quadrinho, os verbos ser e saber estão conjugados na 3ª pessoa do discurso. Explique por que isso ocorre.
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04.   Transcreva, do segundo quadrinho, os verbos conjugados na 1ª pessoa do discurso.
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05.   Na tirinha, há uma locução verbal que, embora traga um verbo no indicativo, traz uma ideia de dúvida, incerteza. Identifique essa locução verbal.
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GABARITO

01.   É inesperada a situação de alguém comparar suas próprias atitudes a avanços alcançados por animais domésticos.

02.   No primeiro quadrinho, o emissor é a menina ruiva, o receptor é Armandinho e o referente é o gato de estimação.

03.   Os verbos ser e saber estão conjugados na 3ª pessoa porque fazem referência ao gato de estimação, que é o tema/assunto da mensagem transmitida.

04.   Os verbos conjugados na 1ª pessoa do discurso são “uso” e “dou”.

05.   A locução verbal que traz uma ideia de dúvida, incerteza é “devo ser” (terceiro quadrinho).



HABILIDADE DESENVOLVIDA:

(EF06LP04) Analisar a função e as flexões de substantivos e adjetivos e de verbos nos modos Indicativo, Subjuntivo e Imperativo: afirmativo e negativo.


Colocação Pronominal - Exercícios (BNCC)

Leia o texto abaixo e responda às questões a seguir.

P A P OS
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram."
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não.. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Partilá-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... .não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-me-lo, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errrado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
                                      Luis Fernando Veríssimo. Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/5308402

 01.   Identifique o tema principal do texto.
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02.   Transcreva a fala que dá origem ao conflito desenvolvido ao longo da crônica.
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03.   Caracterize os personagens a partir do diálogo apresentado.
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04.   O pronome oblíquo átono pode assumir três posições em relação ao verbo: antes (próclise), depois (ênclise) ou inserido no verbo (mesóclise). Retire do texto dois exemplos de cada uso.
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05.   Relacione o uso da mesóclise ao humor presente no texto.
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06.   Releia o seguinte trecho:

"- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?"

a) A palavra “mato” apresenta dois sentidos no fragmento acima. Explicite-os.
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b) Explique por que o uso do pronome “o” provocou a duplicidade de sentido.
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07.   O texto traz uma reflexão sobre a adequação ou inadequação quanto ao uso dos pronomes oblíquos átonos. Explique por que o uso de “me disseram” está adequado ao contexto de comunicação, mesmo em desacordo com as normas gramaticais.
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08.   No diálogo, um dos personagens diz que “Pronome no lugar certo é elitismo!”. Você concorda com essa afirmação? Justifique a partir da leitura do texto e de seus conhecimentos acerca da colocação pronominal.
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HABILIDADES DESENVOLVIDAS

EF67LP36Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (léxica e pronominal) e sequencial e outros recursos expressivos adequados ao gênero textual.

EF09LP10Comparar as regras de colocação pronominal na norma-padrão com o seu uso no português brasileiro coloquial.